A vida profissional corporativa tem prazo de validade?

Há alguns dias criei uma discussão no LinkedIn, em alguns grupos, com a seguinte pergunta: “A vida profissional corporativa tem prazo de validade?”. As respostas foram desde um simples “Sim.” até a discussões relativas à especialização, estudos continuados por meio de novos conhecimentos universitários e capacidade de gerar valor às empresas onde trabalhamos.

E você? O que você acha?

Durante a vida produtiva, um profissional encara diversos desafios: conseguir melhores cargos, conseguir melhores salários, manter usa empregabilidade, ser útil, ser comprometido com a empresa, saber trabalhar em equipe, etc. Alguns o fazem conscientes, outros, de forma inconsciente, e alguns têm preguiça demais para pensar nisso ou passam todo o tempo reclamando (não falaremos destas pessoas pois sabemos qual o destino delas).

Já me deparei com ótimos profissionais que, por conta de uma mudança de estratégia da empresa, foram demitidos do dia para a noite. Estes profissionais (uns bons, outros nem tanto) tiveram certa dificuldade na sua recolocação, uma vez que ocupavam cargos mais altos nas empresas onde trabalhavam ou eram considerados qualificados demais para as posições que buscavam. Estas posições refletiam em bons salários, bônus e uma dose alta de confiança da empresa em seus serviços.

Ao alterarem seus status para ‘disponíveis’ no mercado, eles sofreram. Sofreram porque o mercado não costuma recolocar profissionais disponíveis com os mesmos salários ganhos anteriormente. Além disso, seu histórico e credibilidade, apesar de serem úteis neste momento, são menos relevantes do que seus salários e suas conquistas anteriores são histórias contadas a futuros empregadores que, as vezes, não querem pagar pra ver.

O fato é que devemos sempre estar preparados. Nosso papel é descobrir o que realmente gostamos de fazer (sim, fazer com amor) para que uma demissão não nos leve a pensar se estamos ou não no caminho correto. As vezes gestores são gestores apenas pelo status e salário que recebem, quando, na verdade, gostariam de ser especialistas técnicos nas suas áreas de atuação ou mesmo executar funções mais operacionais.

Renato Bernhoeft sabiamente disse que “A grande lição que todas estas experiência nos podem transmitir, e elas se aplicam a todas as atividade humanas, é a importância de compreender que existe um momento em que devemos nos desprender de algumas posições, carreira ou atividade. “. Isso faz com que abramos mais nossas mentes à mudança. Ele também cita como exemplo de mudança de carreira, modelos famosas como Ana Hickman. Reconhecida mundialmente, ela deixou as passarelas para se tornar empresária e apresentadora. Louca? Não… Em 2006 ela faturou mais de R$100 milhões em licenciamentos de produtos. Não precisamos chegar a este nível, apesar de querermos. Porém, podemos refletir.

Fica a pergunta: Ela teria sucesso eterno nas passarelas? Então porque acreditamos na nossa eterna estabilidade?

É hora de refletirmos e avaliar se realmente fazemos o que amamos e queremos fazer isso pelo resto de nossas vidas.


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